quinta-feira, 24 de setembro de 2009

7º Encontro: A Tessitura nos textos

Analisamos nesta oficina ( 20/08/09) os seguintes objetivos:

· Caracterizar a coerência na inter-relação entre textos verbais e não verbais.
· Verificar como se constrói a coerência nos textos.
· Analisar mecanismos de coesão referencial e seqüencial.

Entreguei aos Cursistas o texto “ Uma história sem pé nem cabeça” para retornarmos ao assunto “COERÊNCIA TEXTUAL”.
Observamos que uma das pistas que colaboraram para a ordenação dos fatos foi a pontuação.
A pontuação sendo um dos principais recursos de estilo, ajudou-nos a tornar o texto compreensivo.
Observou-se que no texto não existia quase conectivos, logo lembramos do que nos diz Koch e Travaglia no livro : “ A coerência textual”. Segundo os autores: “A coerência está diretamente ligada à possibilidade de se estabelecer um sentido para o texto, ou seja, ela é o que faz com que o texto faça sentido para os usuários, devendo, portanto, ser entendida como um princípio de interpretabilidade, ligada à inteligibilidade do texto”.
Depois deste momento de discussão, fomos analisar uma ficha que havia preparado com alguns ENIGMAS. Era mais uma forma de analisarmos o fator da coerência em textos não-verbais.
Vimos através de slides textos produzidos por alunos onde refletimos sobre coerência X incoerência, assim como o trabalho da Prof. Patrícia Vieira Gomes.
Fizemos uma nova dinâmica: entreguei a quatro Cursistas um cartaz e cada um continha uma foto de uma pessoa famosa para que os mesmos incorporassem esta personagem, destacando suas atitudes, características físicas e psicológicas. Os demais Cursistas fariam perguntas e através das respostas verificaríamos quem era quem e mais uma vez estudaríamos o processo de coerência através das pistas veiculadas pela linguagem oral.
Nosso último momento foi com o texto de Rubem Alves “Os urubus e sabiás” que faz parte da obra De Ingedore Koch “Coesão textual”.
Digitei o texto com as perguntas que tratam dos mecanismos de coesão gramatical e semântico para que pudesse ser utilizado também pelos alunos.
Discutimos as respostas e logo depois entreguei a xérox deste capítulo para aprofundarmos o nosso estudo.
Acredito ter sido um encontro bastante produtivo, pois são através destes momentos que estamos nos dando a oportunidade de enriquecermos a nossa prática pedagógica, assim como estudarmos juntos e refletirmos sobre nossas atividades. O nosso grupo é bastante harmonioso e sempre estamos trocando conhecimento através das nossas falas e de materiais diversos como : slides, filmes, textos interessantes ....Sentimos saudades e falta quando um não pode ir ao encontro. Nosso tempo como profissional da área da Educação é curto, porém nestes momentos esquecemos um pouco todas as controvérsias do nosso dia a dia e nos deleitamos com o prazer de estarmos juntos e atuarmos na mesma área.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Aulão no CFSH




No dia 30 de julho fizemos um grande encontro. Reunimos todos os Cursistas da GRE Recife-Sul no auditório do CFCH (Centro de Filosofia e Ciências Humanas.
O nosso objetivo era contemplar os TPs 3 e 4 , assim como a socialização do grupo. Houve a apresentação da equipe de formadoras : na nossa GRE somos sete (eu, Eliane Ribeiro, Izabel Cristina, Flávia Luísa, Norma, Lídia Santos e Ricarda). Apenas uma não compareceu por motivos maiores.
Lídia fez a abertura com o texto de Gabriel Perissé, Professores Apaixonados.
A formadora Flávia Luísa apresentou a proposta do Gestar 2. O nosso encontro foi num clima de muito entusiasmo, compromisso e descontração.Professores de diversas faixas etárias estavam juntos compartilhando saberes .
Em um dos momentos da apresentação, um grupo criou uma Paródia que contagiou a platéia com o seu refrão. Observem a letra:
PARÓDIA

Os cursistas do gestar chegaram para ampliar
Os seus conhecimentos eles vão aumentar
Com a língua portuguesa eles vão arrasar
Então vamos todos comigo cantar
(Refrão)
Cadê a inclusão no gestar tem
Cadê a participação no gestar tem
Cadê a transformação no gestar tem
E com os professores eles vão além

Ouvir é importante e é fundamental
Na vida do cursista isto é essencial
Ouvir, falar e ler isso é demais
E todos acabam profissionais

Cumprir com seus deveres é obrigação
Receber os seus certificados todos sabem que vão
Participando das atividades ansiosos estão
Aplicando suas praticas com muito tesão.

Neste dia, ainda estávamos em greve e muitos de nossos professores ficaram com os seus salários bloqueados até o dia 05 de Agosto como forma de repressão e castigo por terem entrado em greve, mas mesmo com todos esses entraves e outros que aconteceram nós estávamos lá para abrilhantar mais o nosso Estado.
Ficamos muito orgulhosas de nós mesmas.
Nossa coordenadora, Eliane Manso, finalizou com um discurso contagiado de emoção.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

6º encontro-Desafios atuais nas práticas de leitura e escrita



Retornamos o nosso encontro no dia 23 de julho. Éramos para ter retornado dia 16, porém aqui em Recife este dia é feriado : dia da padroeira – Nossa Senhora do Carmo.
Como no dia 20 havia sido o dia do “Amigo” entreguei uma carta elaborada por mim em relação ao prazer do retorno dos cursistas, também aproveitei para vivenciar o poema de Drummond “Canção Amiga” que Miltom Nascimento musicou no seu CD “clube da esquina 2”.
Após este momento de aconchego passei fragmentos do filme “Um poeta de sete faces” que retrata algumas obras de Drummond do produtor Paulo Thiago. Discutimos sobre os dois temas : AMIZADE e CIDADE a partir do texto “Cidadezinha qualquer” do também amado poeta mineiro.
Sugeri a elaboração de um plano de aula em cima destes dois temas, mas foi unânime a escolha do segundo texto. Os grupos foram divididos por séries.
Discutimos sobre a necessidade de cultivar o hábito da leitura e sobre a nossa responsabilidade na formação de leitores competentes. Sabemos que a condição de sujeito letrado se constrói nas experiências culturais com práticas de leitura e escrita, porém o que se observa é a falta de democratização neste mundo.
Os grupos apresentaram as suas análises e construíram seus planejamentos. Fizemos a leitura do texto de Kleiman “ Por que meu aluno não lê? “
Destacamos alguns fragmentos como: “ninguém gosta de fazer aquilo que é difícil demais, nem aquilo do qual não consegue extrair o sentido.” Assim mesmo acontece com a leitura: ela tem de fazer sentido.
Fizemos também a leitura de alguns artigos do livro :” Prática de leitura e escrita” produzidos para séries do Salto para o Futuro.Os nossos debates se intensificaram a partir do momento que observávamos os problemas no dia a dia, possibilitando assim, algumas sugestões, como :Precisamos chegar mais perto dos nossos alunos e saber : como eles criam, vivem, sobrevivem? No que acreditam, o que falam, o que sonham?
A arte da palavra e a leitura do imaginário se caracterizam por um certo grau de imprevisibilidade dos acontecimentos.
Incorporar ao academicismo os saberes de origem popular para quebrar um pouco a muralha que ainda existe entre cultura e educação, talvez desta forma o processo de leitura tenha outro sabor: o sabor de saber.
Logo, concluímos o nosso estudo do TP-4 que trata sobre “leitura e processo de escrita” destacando que é necessário propiciar nas nossas aulas a dinamização da cultura viva, diversificada e criativa, representando assim, o conjunto de formas de pensar, agir e sentir dos nossos alunos.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Game: Aproveitem para testar a sua aprendizagem!

http://www.fmu.br/game/home.asp

Bjooos Myriam...

sábado, 18 de julho de 2009

Letramento no contexto escolar


Nosso 5º encontro houve uma discussão muito rica sobre LETRAMENTO, ALFABETIZAÇÃO, ESCOLARIZAÇÃO....
Diante dos grandes desafios educacionais quando discutimos estes temas observamos que por trás de todos estes elementos há a questão política. Infelizmente, no Brasil, quase um terço da população possui baixos níveis de letramento. O problema do analfabetismo é parte de um problema maior: da desigualdade social, da injustiça social, da exclusão social. Os dados do Saeb não nos deixam mentir. Entre os jovens e adultos, considerando-se aqueles que têm mais de 15 anos, cerca de 13% são analfabetos, ainda que um terço deles já tenha passado pelo Ensino Fundamental. Dentre as crianças, mais da metade das que chegam à 4ª série não têm apresentado um rendimento adequado de leitura. Isto muitas vezes agrava-se até o Ensino Médio.
Esses dados nos levam a refletir: o que acontece com o nosso país? O que acontece em nossas escolas? Por que parte significativa de nossas crianças não se alfabetiza? Por que o Brasil é um dos países que mais se arrecada em termos de tributos e é um dos que menos investe em dois elementos básicos para uma sociedade viver dignamente: EDUCAÇÃO e SAÚDE? POR QUÊ? E por que calamos ou achamos que está tudo em perfeita harmonia, contribuindo assim, para esta herança histórica?
Segundo Magda Soares:
“dissociar alfabetização de letramento é um equívoco porque,no quadro das atuais concepções psicológicas, lingüísticas e psicolingüísticas de leitura e escrita, a entrada da criança ( e também do adulto analfabeto) no mundo da escrita se dá simultaneamente por esses dois processos: pela aquisição do sistema convencional de escrita – a alfabetização, e pelo desenvolvimento de habilidades de uso desse sistema
em atividades de leitura e escrita, nas práticas sociais que envolvem a língua escrita – o letramento. Não são processos independentes, mas interdependentes, e indissociáveis: a alfabetização se desenvolve no contexto de e por meio de práticas sociais de leitura e de escrita, isto é, através de atividades de letramento, e este, por sua vez, só pode desenvolver-se no contexto da e por meio da aprendizagem das relações fonema/ grafema, isto é, em dependência da alfabetização.”
Magda Soares participou ativamente deste encontro, seja através dos seus questionamentos como de textos complementares.
Este nosso trabalho não se esgota aqui, muito pelo contrário, com as reflexões que tivemos e sugestões esboçadas devemos desafiar Ziraldo quando diz: “ler é melhor que estudar”. Esta frase reflete a ineficiência da escola e à sua distância em relação às práticas sociais significativas.
Infelizmente, “ler” continua sendo coisa das elites.
Embora tenhamos hoje, uma grande parcela da nossa população que estuda, porém não sabe ler. Mais um desafio pra nós, professores de Língua Portuguesa.
Segundo Roxane Rojo “ A escolarização, no caso da sociedade brasileira, não leva à formação de leitores e produtores de texto proficientes e eficazes e, às vezes, chega mesmo a impedi-la”.
Logo, se analisarmos as propostas dos PCN verificamos um avanço quando nos referimos ao respeito à pluralidade cultural do país assim como, dar relevância à práticas e atividades escolares mais próximas da realidade de cada aluno. Caberá a cada um de nós, professores de língua Portuguesa do Ensino Fundamental fazermos a diferença.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

O NOSSO 4º ENCONTRO – Alguns esclarecimentos e término do TP3

Como havia dito, nós da GRE – Recife-Sul estávamos nos reunindo com os cursistas toda semana em forma de oficina. Esta está sendo a 1º oficina depois de Gaibu. Comentei a grande dificuldade que nós, formadores estávamos sentindo em relação à implementação do projeto pedagógico.
Percebemos que o nosso tempo é muito curto para todas as tarefas. Percebo uma ansiedade nos cursistas de não podermos juntos, degustarmos minuciosamente de cada unidade dos TPs.
Analisamos neste encontro as unidades 11 e 12.
Estudamos tipologia textual que são definidos por propriedades lingüísticas intrínsecas ou limitado de categorias teóricas determinadas por aspectos lexicais, sintáticos, relações lógicas, tempo verbal; já os gêneros, como já havíamos estudado, são realizações concretas definidas por propriedades sócio-comunicativas e sua nomeação abrange um conjunto aberto e praticamente ilimitado de designações concretas determinadas pelo canal, estilo, conteúdo, composição e função. Alguns ignoravam o tipo preditivo.
Percebemos que os tipos nunca aparecem puros em um texto. Trabalhamos com alguns textos e verificamos o entrelaçamento entre os tipos e as “pistas” gramaticais que justificavam sua classificação tipológica.
Alguns textos apresentam uma configuração híbrida: por exemplo o gênero classificado em forma de um poema. É o que chamamos estrutura inter-gêneros (um gênero com função de outro).
Observou-se que a intertextualidade inter-gêneros não deve ser confundida com a heterogeneidade tipológica do gênero (que diz respeito ao fato de um gênero realizar várias seqüências tipológicas).
Definimos suporte e por fim, entreguei a cada grupo um ENVEPOLE DA LINGUAGEM para que analisassem os textos ali encontrados por gêneros e tipos. Foi uma verdadeira prática de tudo que havíamos estudado até então. Depois pedi para que cada um retirasse do envelope um texto e explicasse o porquê ele pertencia a um determinado gênero. Não esquecendo de verificar três pontos básicos para análise: o assunto, a linguagem e a estrutura. Também não esquecer o suporte, pois um texto pode vir em suportes diferentes, sua classificação quanto ao gênero será diferente também.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Gaibu – um novo encontro com o pessoal da UNB

Capacitação em Gaibu-Cabo de Santo Agostinho


Senti falta de nossa formadora Izabel.
Izabel!!!! O que houve?
Espero que no próximo encontro você esteja conosco.
Tirei algumas dúvidas. Nós, da GRE- Recife- Sul estávamos trabalhando com oficinas semanalmente. Ficou esclarecido: uma semana (oficina) outra semana (projeto). Destaco dois filmes que me chamou atenção : “O sabor e o saber”, principalmente pelas colocações de Rubem Alves . Numa de suas argumentações ele fez uma metáfora entre a memória e o escorredor de macarrão. As coisas que não são úteis, escorrem como a água do macarrão, porém o que é útil é o que nos dá prazer e tem de estar integrado com a vida, assim como o próprio alimento.
Se nós pensássemos mais sobre isto, com certeza, os nossos alunos seriam mais felizes.
Um outro filme foi:”Língua – vidas em Português”. Observei algumas falas e destaco a de um garoto chamado Dinho que deixa para trás alguns de seus sonhos por ter de sustentar o seu primeiro rebento, este não tendo condições alguma de sustentar a si próprio.O próprio Dinho desabafa” estou com a cabeça no ar” e depois confessa: “ eu agora tenho esta responsabilidade, isto será um bem e ao mesmo tempo um mal; bem porque terei um fruto e mal porque não tenho o que dar a este fruto; ou seja, plantei uma árvore sem água para dar”
Quantas árvores estão sendo plantadas sem água para sobreviver ?
Refleti sobre a diversidade das culturas que falam a nossa língua e lembrei-me de um livro que li este ano de uma moçambicana Paulina Chiziane ( a 1ª mulher a publicar um romance em seu país). O livro tem como título: Niketche – uma história de poligamia, mais do que uma história de poligamia, Niketche é uma história sobre mulheres. Vale a pena conferir! Há momentos altamente poéticos em sua obra.
Achei que poderíamos ter aproveitado melhor o nosso tempo, mas....
Até setembro!!!!! Saudades Izabel.